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Grupo Keeper entrevista autora do material Viva Metodologia Ativa

Viva Metodologia Ativa propõe método educacional a partir de vivência dos alunos

Com a chegada do BNCC (Base Nacional Comum Curricular) escolas de todo o Brasil estão reconstruindo seus currículos. As mudanças trouxeram muitas dúvidas e receios dentro da Educação, porém não foi somente a área Educacional que enfrentou transformações. Com o rápido avanço da tecnologia, diversos profissionais precisaram reinventar sua profissão e reciclar seus conhecimentos, mas não estiveram sozinhos nestes passos. Na Educação, especialistas surgiram com práticas educativas eficientes e já utilizadas há anos em países desenvolvidos da Europa e América do Norte, comprovando na prática que já era tempo de inovar a educação brasileira.

É o caso da CEO da Viva Metodologia Ativa, Cristine Rodrigues Soares,  Mestre em Educação, especialista em Neuroaprendizagem e Psicopedagogia pelo Instituto Saber e Diretora Pedagógica há 16 anos em colégio inovador, reconhecido pelo MEC pela Inovação e Criatividade na Educação Básica, premiado pela Excelência Educativa com qualidade humana em Porto Rico/2014, tornando-se referência no Brasil.

Cristine Rodrigues é autora de material didático voltado para Metodologias Ativas publicado pela editora Reventech e apresentou o Projeto “Asas da Imaginação” na Suécia (RIDEF – Reencontro Internacional de Educadores Freinet) em 2018.

O material didático Viva Metodologia Ativa tem como base teórica a proposta de Freinet, educador francês que fala da questão do aluno colocar a mão na massa e produzir, “ele sempre foi contra os materiais didáticos e livros convencionais em que a criança fica passiva frente à aprendizagem. Então ele desmistifica todo esse formato de sala de aula porque o prazer da criança está fora da sala, nas coisas da vida em si. A curiosidade deles provém do que vivenciam e não exatamente no que está no livro”, afirma Cristine.

 

Grupo Keeper: Em que consiste a metodologia de Freinet?

Cristine Rodrigues: Freinet remonta a organização pedagógica e a traz como uma resposta às dúvidas do dia a dia das crianças, onde modifica se o olhar a partir de vivências, rodas de conversa e observações que os alunos trazem. Freinet desenvolveu a aula passeio e diversas técnicas de aprendizagem que vão em busca de uma escola mais democrática e participativa. Os alunos participam muito da rotina e de toda a organização do planejamento de aula. O que vai ser feito? Quando? Como? Por que? Pra que? O que resulta em uma criança muito mais crítica e corresponsável pelo bom andamento da aula e aprendizagem. Tudo o que se vê hoje sobre as habilidades e competências do século XXI, Freinet já nos trazia em torno da década de 50, 60. Ele era realmente um visionário. O meu trabalho enquanto diretora pedagógica e pedagoga sempre foi permeando essa proposta onde desenvolvemos uma metodologia no propósito com a base que a criança seja realmente corresponsável, participativa numa educação mais democrática em que ela realmente produz, sendo mais que consumidora de conhecimento, de conteúdo, ela também é produtora através de textos coletivos ou individuais.

 

Grupo Keeper: Como o Material  Viva Metodologia Ativa é estruturado?

Cristine Rodrigues: Ele está baseado em 4 pilares. No primeiro momento temos a vivência, então o primeiro pilar é o Vivenciar, que faz parte do nome do material Viva. Este  é mesmo o cerne do projeto. Por isso, primeiro vem a vivência, a experimentação. Por que eu preciso aprender isso? O aluno já traz essa indagação para o professor e para a escola. Por exemplo, ele pode dizer: Professora, eu vi uma formiga que era marrom, será que ela era venenosa ou será que a pretinha que é venenosa? Têm vários tamanhos de formiga, será que toda formiga é igual? Enfim, de uma brincadeira ou uma conversa o aluno já surge com uma demanda de questionamento do que ele quer saber e a partir daí o professor já consegue criar uma atividade que esteja relacionada com o assunto e trazer um olhar mais crítico, pedagógico e de pesquisa. A nossa ideia é que o aluno torne se pesquisador, que ele realmente aprenda a aprender e que ele goste de aprender, então tem que ser prazeroso, uma atividade que faça sentido e que seja pra vida.

O segundo pilar é a Investigação, então é o momento de investigar depois que surgiu a temática, seja por parte do aluno, seja por parte do professor, porque muitas vezes o professor, de acordo com o que ele precisa desenvolver vai provocar uma pesquisa. A a ideia é que o professor tenha essa noção de orientador, de provocador para despertar no aluno a motivação e o interesse em aprender. De repente a partir de um vídeo, de um documentário. Vocês já pararam pra pensar nisso? E então os alunos começam  a refletir e ver por diferentes ângulos que as vezes não tinham visto. O professor não diz: Abram a  apostila na página tal e vamos hoje aprender isso.  Não é uma questão imposta. Mas é através do diálogo que se desperta no aluno este interesse, já que o aluno no primeiro momento não terá todas as respostas, então ele irá estimulá-lo a buscá-las.

Então partindo se para a investigação, vamos pesquisar, será que toda formiga é do mesmo tamanho? Quantos tipos de formiga têm? Elas têm a mesma quantidade de patas? Quais são venenosas, quais não são? Como conseguimos identificar? Se uma pessoa for picada por uma formiga ela pode morrer? E as pessoas alérgicas à formiga? O professor vai desenvolvendo o diálogo e as próprias crianças vão desenvolvendo também. O queremos é isso, trazer para a sala de aula e pra escola, um ambiente mais motivador, questionador e que as crianças sejam mais participativas e queiram aprender.

A terceira etapa seria a Verificação, depois que eles pesquisaram a partir da nossa plataforma pra fomentar essa pesquisa, eles vão verificar a aprendizagem. E então, o que você pesquisou? Por que nesse processo de investigação eles podem ter pesquisado individualmente, uns vão assistir a um vídeo, outros um documentário, o outro vai ler um texto. Podem estar agrupados, em duplas ou trabalhar individualmente, e com base na pesquisa de cada criança, vamos verificar a aprendizagem.

Com a apresentação da pesquisa deles, o trabalho do professor é de orientador desse processo onde ele irá costurar toda essa aprendizagem. O que um grupo falou aqui colabora para o que o outro falou, onde vai se articulando uma nova informação e tudo isso propicia um espaço de discussão, diálogo, troca e respeito onde trabalhamos o tempo todo as habilidades socioemocionais porque estão em interação o tempo todo. Entender quais são as características de cada aluno, como ele consegue ter melhor desempenho em determinada atividade, o que não consegue e o que pode ser feito para auxiliá-lo.

E então temos o registro dessa aprendizagem que é o Aprender, com o uso do material físico. Nosso material é composto pela parte física e digital, sendo uma proposta híbrida. Além de todas as outras metodologias ativas que vão percorrendo toda essa trilha de aprendizagem, no material físico o aluno produz textos e cria o registro dessas produções com base nas pesquisas e na parte digital a plataforma para a pesquisa para o momento de investigação. Tudo isso considerando a BNCC sobre o uso das tecnologias de comunicação e informação, onde os alunos vão utilizar o tablete que vem junto com o material pra tirar foto, gravar e sugerimos muitas entrevistas, pesquisas pra que ele interaja com o meio com o objetivo de ter suas perguntas respondidas ou pra que consiga coletar dados para registro de aprendizagem, tirando o aluno da cadeira, de uma posição passiva e mudando a perspectiva direcionando de fato para a prática numa atitude ativa frente à aprendizagem, sendo de fato corresponsável e se desenvolvendo de uma forma global.

 

Grupo Keeper: O que seria o ensino híbrido?

Cristine Rodrigues: É a aprendizagem que vai articular tanto a parte física quanto a digital, por exemplo, uma aprendizagem semipresencial ou semi EAD é híbrida porque o momento que a pessoa vai aprender será parte digital, virtual.  Irá ler reportagens, , fazer pesquisas pelo computador. No presencial, o físico é o momento de debates e discussões. Hoje temos diversas propostas no ensino de metodologia ativa, o ensino híbrido é um deles, a rotação por estações, quando as crianças vão passando por estações que são montadas na sala com agrupamentos de cadeiras  e cada agrupamento terá um objetivo diferente, um tipo de pesquisa.

A aprendizagem baseada em problemas, quando o professor traz uma problemática e eles vão discutir e pesquisar soluções para esse problema que está sendo discutido. A questão da busca por soluções está sendo usada em vários países, onde o aluno torna-se muito mais criativo quando é de fato colocado em exposições a situações diversas. Isto cria um espaço estimulador fazendo com que ele seja mais crítico e analítico, pois dependendo da solução que tome pode gerar um outro problema e então ele terá que pensar na solução para este problema também tendo uma articulação maior e se apropriando de outros conteúdos com a percepção do objetivo de aprender determinadas coisas, demonstrando uma meta  clara a ser atingida.

Grupo Keeper: Como o professor utiliza técnicas para que o aluno continue sempre motivado a aprender?

Cristine Rodrigues: O professor sempre precisa ter a sensibilidade de perceber o que está gerando mais interesse no grupo, mas normalmente as crianças são muito curiosas, sendo nato do ser humano a curiosidade. Aprendemos o tempo todo. A criança chega na educação infantil com um sorriso maravilhoso, querendo aprender e encontra na escola a possibilidade para a resposta a todas as suas perguntas. Temos a fase dos porquês. Por que o céu é azul? Por que tem tantas estrelas no céu? Por que as plantas murcham? Por que quando cortamos a maçã ela fica preta? Então eles vêm com tantos questionamentos e eu costumo dizer que quem apaga isso é a própria escola. Quem faz com que as crianças não queiram mais ir à escola, é a própria escola quando não consegue responder mais às perguntas. Em uma determinada idade principalmente, após o fundamental, 6, 7 anos, não é mais as perguntas que ela faz que serão respondidas, ela irá estudar somente aquilo que o professor quer que estude, o cronograma, o planejamento, desconsiderando a curiosidade que a criança traz.

Vamos sempre conseguir trabalhar somente em cima da curiosidade do aluno? Não. Mas você pode trazer elementos que estimulem essa curiosidade. De repente a professora coloque uma flor no vaso, sem água. Depois de alguns dias eles verão que a flor está murcha e o professor vai indagando. Por que aconteceu isso com a flor? Por que vocês acham que isso aconteceu? Pode ser uma pergunta que eles não saibam responder e isso faz com que ele aguce essa vontade de saber, trazendo o estimulo pra buscar as respostas, por exemplo,  um problema pra ser resolvido que faz parte da comunidade, as vezes é uma questão do bairro, um caso de dengue e o professor pode fazer o questionamento referente ao assunto e propor ações para informar às pessoas os cuidados que deve se ter dentro de casa, a cuidar do lixo e da água parada.

Através de uma ação real nós conseguimos desenvolver diversos conteúdos o material Viva Metodologia Ativa possibilita muito o trabalho interdisciplinar. Porque partindo disto consigo trabalhar com ciências, geografia, história, enfim com todos os conteúdos pra conseguir responder perguntas ou trazer uma solução para esse problema e a criança acaba ficando cada vez mais engajada na aprendizagem. Hoje as metodologias atuais, inovadoras, com melhores resultados e que de fato estão buscando o desenvolvimento de competências e habilidades diversas, são as metodologias que estão se destacando no cenário educacional porque o resultado do aluno, a perspicácia que esse aluno tem, a quantidade de habilidades que ele vai desenvolver são completamente diferentes do que a gente estava acompanhando com as metodologias convencionais e tradicionais.

 

Grupo Keeper: E como o professor é apresentado a essa metodologia? Encontra-se muita resistência da parte deles?

Cristine Rodrigues: Falamos muito em formação então é um desenvolvimento profissional contínuo. Temos planos de implementação no colégio com uma programação com visita técnica, formação da gestão e do corpo docente e seminários para todos agentes educativos. Nesta proposta temos as formações mensais que trazem o repensar na prática sobre o que o aluno de hoje precisa, então vamos muito ao caminho da conscientização e apresentar aos professore os resultados.

Um dos motivos que faz com que os professores se sintam mais resistentes à mudança é a dúvida. Será que isso vai dar certo mesmo? Há a preocupação se o aluno vai aprender, se vai dar conta de desenvolver todos os conteúdos que são necessários para aquela idade ou série, então isso causa certa angústia no professor. É um trabalho muito próximo e personalizado porque tem se a preocupação de ouvir essa angústia do professor e mostrar pra ele que sim, temos muitos exemplos de que é um caminho muito possível. A partir do momento que você dá autonomia e faz com que o aluno participe além de criar um ambiente respeitador o professor não precisa mais pedir para todos fazerem silêncio até porque ele vai entender que a conversa, o diálogo não é algo sem propósito, mas é em torno de um objetivo e entende-se que o aluno pode conversar, não precisa mais estar todo mundo em silêncio. É necessário também que o professor realmente queira. Porque este é um caminho possível, viável e que é o futuro, algo que os alunos de hoje precisam. Sou contra a ideia de formação para o futuro, porque parece que estamos desconsiderando o aluno de hoje. Eu tenho que me preparar para o futuro, mas tenho sete anos de idade. Como vai ser o futuro? Como vai ser daqui a 10 anos? Nem nós sabemos. Então são cuidados que temos que ter tanto com o aluno quanto com o professor e quando trazemos essas questões para o professor refletir tudo vai fazendo sentido. Então vamos muito por esse caminho, para essa compreensão, para o que está sendo proposto, dos objetivos e entender que aluno é esse que a gente pretende formar.

 

Grupo Keeper: Por que a metodologia ativa é tão importante nos dias atuais? Como os pais lidam com essas mudanças?

Cristine Rodrigues: Se entendemos que o mundo mudou e que as coisas não podem mais ser feitas como eram antes, temos que entender também que a demanda da escola já é outra. Tanto para o futuro quanto para o aluno atual. Os alunos hoje já são muito autodidatas. Se a criança quer aprender alguma coisa ela assiste um tutorial e aprende. Então muda se um pouco do olhar sobre o que o aluno vai fazer na escola. Aprender? Sim mas já consegue se aprender em casa.   Então o que ele vai fazer na escola, também tem que mudar pra que ele perceba significância quanto ao que ele vai fazer na escola. Há uma parcela de pais que estão em empresas inovadoras  que percebem que até a forma de contratação já mudou. Hoje temos muito coworking, os espaços já são mais compartilhados. Aquela estrutura de salas individuais com cada um fechado em sua sala para se concentrar mudou muito. Então o mundo corporativo traz uma nova reflexão para esse pai e ele entende que o filho dele precisa de um outro preparo.

Muitas vezes ele não está preparado para esse mercado e percebe a dificuldade que ele teve para ser inserido, sendo uma preocupação que ele tem de que o filho já esteja mais preparado. Se hoje já temos este cenário, como disse, imagine daqui a 10, 20 anos como será. Então esse pai já tem um novo olhar e busca uma escola diferente. Porém 60% dos pais ainda tem uma ideia mais conservadora e temos dois pontos para abordar, um deles é a própria BNCC que é um documento nacional, recente aqui no Brasil que as escolas devem permear seu trabalho em todas as habilidades sócio emocionais e habilidade competência, não focando mais em conteúdo. Em nenhum momento se trata do conteúdo pelo conteúdo. Mas do conteúdo para algo. Para responder uma pergunta, para responder um problema. O que é o que os alunos vão enfrentar mais pra frente e o que eles querem nos dias de hoje? Então nos pautamos neste documento que é uma questão mais burocrática e legal que dá muita base para a escola se justificar e conversar com os pais e com os próprios professores. Eu sempre digo que nós educadores temos uma função social que vai muito além de educar o aluno. Temos que educar a família, a sociedade, a comunidade onde a escola está inserida. Então temos um fator social muito grande. E mostrar para os pais que existe hoje uma demanda grande, que o filho é diferente dele. Então promovemos encontros, bate papos com os pais. Vamos falar sobre isso e discutir sobre quem são os filhos hoje. Os pais também encontram se perdidos hoje em dia. Posso brigar? Posso ser amigo?  E se eu perder a autoridade? Os pais também trazem muitas dúvidas e angústias. Há também perfis de pais que tem um acesso maior a outros tipos de cultura e conhecem modelos de educação no Canadá, na Suécia, Finlândia, nos Estados Unidos, podendo ter outras referencias mudando aos poucos a visão dele. Aos mais conservadores, o caminho é a conscientização e trazer o pai para a reflexão. São aqueles pais que pensam mais em vestibular, Enem, avaliações externas, mas que a própria BNCC traz uma nova perspectiva sendo que essas avaliações irão mudar. Então o pai que está formando para o vestibular não está formando para o futuro. Estamos nessa trajetória em busca dessas possibilidades. A tecnologia mudou muito a forma como lidamos com conhecimento, com nossas práticas diárias como ir ao banco e pedir um táxi e isso faz com que a educação também tenha que se modificar para se inserir nesta sociedade que não é a mesma de anos atrás.

Grupo Keeper: Qual o diferencial do material didático Viva Metodologia Ativa?

Cristine Rodrigues: O material é composto por uma plataforma digital e fichários com folhas de atividades onde o aluno pode pegar uma folha e sair para fazer uma entrevista, dar uma volta no quarteirão e anotar as observações que ele consegue extrair daquele ambiente que vá corroborar para a sua pesquisa. O professor pode pegar atividades de ciências, matemática e geografia para trabalhar de forma interdisciplinar, então é um material que  amplia muito as possibilidades de propostas tanto para o professor quanto para o aluno. Outro diferencial deste material é que ele é anual, diferente das apostilas que são bimestrais. Então como eu dei o exemplo da formiga, se estamos falando de insetos venenosos, por exemplo, no Segundo bimestre e o aluno traz essa dúvida no quarto bimestre, se ele esta trabalhando com uma apostila ele, muitas vezes não consegue entrar neste assunto, porque esse conteúdo não faria parte do cronograma, então é nesse momento que o aluno vai perdendo interesse de aprender porque suas dúvidas não são respondidas. É simplesmente pra cumprir tabela e seguir aquele cronograma. Já com o material Viva aprendizagem que tem conteúdo organizado de forma anual,  quando surge um determinado assunto o professor sugere atividades relevantes que tenham ligação com aquele tema pra que tenha sinergia com o que está sendo discutido ampliando se a possibilidade de fazer um trabalho mais significativo. Então utilizamos a parte digital para pesquisa e o físico para produção, a escrita dos textos, as observações, as pesquisas são registradas no material físico. Esse material contempla da Educação Infantil a partir dos 2 anos de idade até o 5º ano do ensino fundamental.

 

Grupo Keeper: Qual a mensagem motivacional que poderia deixar para os educadores que gostariam de inserir essa metodologia em sua escola, mas ainda têm muitas dúvidas e receios sobre?

Cristine Rodrigues: Confiança. Persistir e entender que estamos em um novo mundo, em uma nova sociedade e que é preciso resignificar a educação. Os modelos que as escolas sempre trabalharam já não suprem mais as necessidades dos alunos de hoje. Das necessidades que temos no mundo atual e que serão cada vez maiores. Temos muitos dados e estudos que mostram que daqui pra frente pra que não sejamos engolidos pela inteligência artificial, precisamos sempre fazer o que as máquinas não fazem. O aluno não pode ser visto mais como um mero armazenador de conteúdo e informação porque isso a internet supre. A questão das habilidades socioemocionais precisa ser observada. Há tantos dados de suicídio de crianças e adolescentes em depressão que sofrem com muita pressão da família e da escola. Que sociedade é essa doente e qual o papel da escola pra mudar esse cenário? Vejo que a escola tem uma função social muito grande e por isso faz se necessário repensar o que o aluno vai fazer dentro da escola, a postura do professor e novos significados da educação para que tenhamos alunos felizes tanto hoje como no futuro para que estejam bem preparados, produzindo sucesso na vida e pra isso precisamos ter um olhar mais cuidadoso com as crianças.

 

Grupo Keeper: Como foi o trabalho com o Grupo Keeper neste processo?

Cristine Rodrigues: Tivemos todo o suporte de judicialmente nos cercar de todos os cuidados para que o material não fosse replicado e utilizado de forma inadequada. Desde a parte contábil em relação à empresa como um todo, como com o material, para que não seja desviado do seu propósito principal que é o trabalho da metodologia ativa voltado para o desenvolvimento pleno da criança. Foi espetacular o atendimento onde as dúvidas foram respondidas prontamente desde o início no desenvolvimento do processo quando ainda estávamos pensando como o material seria organizado e estruturado.

O Grupo Keeper desenvolveu inclusive os termos de confidencialidade para todos que trabalharam no projeto com um olhar muito cuidadoso, não respondendo somente nossos questionamentos, mas fornecendo bastante informação fazendo com que agregue valor a nossa marca e à proposta como um todo.

Para saber mais sobre o material:  https://vivametodologia.com.br/

 

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