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Grupo Keeper visita Escola Raiz em Portugal para conhecer sucesso com aprendizagem ativa

Como as escolas auxiliam crianças de diferentes estruturas sociais e culturais a lidar com o mundo de hoje e estarem preparadas para o mundo de amanhã?

Somos recebidos pela terapeuta Joana Lima que nos leva para um tour pela Escola que tem um espaço amplo e arborizado. Começamos conhecendo as salas de aula do Ensino Fundamental que têm entre 10 e 20 alunos atentos em executar o projeto proposto pelo professor, um aluno levanta, nos recepciona e explica o objetivo das atividades e estrutura do planejamento diário. Descendo as escadas vamos até o laboratório em que as crianças criam um trabalho artístico com madeira e linhas.

No caminho, uma criança de mais ou menos oito anos, está sentada sozinha e a terapeuta conversa com ele calmamente perguntando se ele está bem, ele responde: “Eu não estava bem precisava ficar sozinho”. Joana nos explica a importância que se dá na escola pelo gerenciamento do stress e construção da inteligência emocional respeitando se o tempo e espaço da criança.

Na Educação infantil uma grande casa de madeira onde há várias estações de conhecimento. Em determinado momento a criança escolhe qual dessas estações irá participar, com pequena intervenção do professor, propiciando a autonomia.

Estamos na Escola Raiz em Lisboa, Portugal, onde o som familiar de vozes de crianças domina o ambiente, mas algo diferente acontece no seu dia a dia escolar.

A escola é conhecida mundialmente por aplicar o método de aprendizagem ativa High Scope onde o aluno aprende a aprender, conhecendo e decidindo os métodos de estudo e trabalho que melhor lhe adequem de acordo com acompanhamento do professor.

Para nossa entrevista, somos recebidos pela diretora e fundadora da Escola Raiz, Margarida Rodrigues que nos apresenta com um brilho no olhar o amor que tem pela educação e a determinação de que todos podem fazer melhor durante o processo educativo.

Grupo Keeper: Como funciona o processo de ensino-aprendizagem no Colégio Raiz?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues):
Cada criança é diferente e tem caminhos de construção de pensamento diferentes, portanto, essas diferenças facilitam para complementar o processo de construção de conhecimento.

Grupo Keeper: E como isso ocorre?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Imagine que temos uma estação de arte com pauzinhos, bolinhas de pingue pongue e outros itens e  o professor diz, vocês vão criar um jogo. Então eles começam a planejar, depois vão criar o jogo e as regras para que consigam jogar. O professor vai intervindo e auxiliando, e diz que as regras precisam ser feitas de forma que outros entendam, o professor ajuda a perceber como se criam as regras em termos de lógica para que seja mais facilmente entendida pelos outros. Primeiro o material, depois o tipo de introdução, depois a forma como é feita o texto, depois vem outro grupo de crianças que troca com eles e vai experimentar o jogo, dessa forma eles poderão perceber se as instruções que eles criaram são suficientes e lógicas para o jogo que eles criaram.

Todo esse processo que eles criaram terá uma base ainda mais sistemática sobre o que é esse tipo de texto, porque é necessário e como ele pode ser útil, mas eles vão com outra motivação porque tiveram a oportunidade de experimentar e perceber o que funciona e o que não funciona, o que resulta e o que não resulta, portanto qualquer atividade que façamos tem essa parte de aprendizagem ativa em que as crianças percebem a necessidade do conceito e depois percebem a necessidade de ir mais longe.

Grupo Keeper: De que forma é usado o material didático?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Em um ensino como o nosso, num país que temos que seguir um currículo que ainda é feito de uma forma muito excessiva, também temos o momento de consideração do conhecimento apreendido, usamos os manuais escolares, tal e qual como qualquer outra escola, não temos grandes exigências quanto ao tipo de manual escolar e as próprias crianças fazem suas próprias considerações no manual, os professores dão breves instruções em pequenos grupos ou no grupo todo para que eles possam ir mais além, mas este é um processo de construção constante, portanto eles estão interessados em saber mais para que o projeto deles também tenha melhores resultados e para que outros possam entender. Como vê é um processo em construção constante.

 

 

Grupo Keeper: Como é feita a avaliação e planejamento pelos professores?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): O planejamento é feito tal qual como deveria ser feito por qualquer professor. No jardim de infância eles fazem um planejamento diário baseado no registro que fazem sobre o dia anterior e no currículo High Scope que têm, os professores dos mais velhos fazem um planejamento por conteúdo ou por trabalho de projeto com uma base inicial de planejamento  e apreciação do professor, depois diariamente alterada conforme vai sendo a resposta e a evolução do grupo ao longo do dia.

 

Grupo Keeper: Há algum teste teórico aplicado?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Há partes de memorização sem dúvidas, eles fazem testes tal qual como qualquer escola, os testes da forma como estão representados em nosso país não consideramos como sendo de mais valia, mas é o que existe e não podemos tirar aquilo que existe, portanto é perfeitamente possível conciliar as duas coisas.

Durante o ano letivo eles também fazem provas individuais, porque este é o mundo em que vivemos e não podemos tira-los deste mundo, mas é perfeitamente conciliável enquanto o mundo lá fora não muda, nós podemos mudar aqui dentro e o sonho desta escola nestes 22 anos é mostrar que não vale a pena continuar a fazer mal, mas que é possível com aquilo que existe fazer muito melhor e ter crianças muito mais preparadas para o futuro, portanto seja qual for o currículo, o modelo High Scope tem demonstrado essa possibilidade e a Escola Raiz tem dado essa abertura ao mundo em mostrar que é possível,  ainda há pessoas a lutarem por currículos melhores e por sistemas de ensino nacionais melhores, mas enquanto isso não acontece é possível ir fazendo diferente.

 

 

Grupo Keeper: De que forma os professores são preparados para este modelo educacional?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Usamos o instrumento do modelo High Scope que avalia a qualidade do ensino do professor – PQA (Avaliação da Qualidade do Programa). O professor vê como pode trabalhar dentro da sala de aula, a organização do ambiente, a rotina e as interações também são orientadas, mas ele tem toda a liberdade de criar dentro daquela lógica. O professor faz a avaliação pessoal e o supervisor também faz regularmente para auxiliar nesse processo.

 

 

Grupo Keeper: Qual seria a função dos coordenadores neste processo?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Nós temos duas funções diferentes. Temos os formadores e neste momento a formação é oferecida por mim e uma equipe que me apoia nesta formação de acordo com a especificidade de cada área, depois temos os supervisores que fazem a supervisão nas salas para garantir a implementação do modelo. Tanto professores quanto coordenadores recebem a formação certificada. Quando se cria uma cultura de escola como esta, a entrada de profissionais novos é muito fácil porque já está criada a cultura, o mais difícil são os primeiros anos em que é preciso uma mudança. Nós trabalhamos  com instituições da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa com uma integração muito boa para se inserir o modelo de uma forma muito simples porque é fácil replicar aquilo que está sendo feito aqui.

 

Grupo Keeper: Como é trabalhada a Educação Emocional com os professores?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Nós trabalhamos a  educação emocional com os professores para ensiná-los no processo de como fazer na sala de aula, porque uma das maiores dificuldades dos professores é criar um ambiente mais suave e facilitador da aprendizagem na sala de aula. Nós precisamos criar um ambiente positivo, mas muitas vezes o professor não tem ferramentas e se perguntam, na sala não posso dar castigos, não posso dar gritos, então como faço? Então não podemos simplesmente falar que não podem, mas oferecer outras ferramentas. Não adianta o professor experimentar tudo porque não irá resultar. A Grande vantagem no nosso modelo de ensino é que se o professor quiser realmente uma mudança este modelo é facilmente implementado, mas não adianta infringir essa vontade nas pessoas, porque se o professor não estiver com vontade da mudança não vale a pena iniciar.

 

Grupo Keeper: Achamos muito importante e respeitosa a intervenção que a terapeuta Joana Lima fez com um aluno que estava em um momento emotivo. Como é feito o trabalho emocional com as crianças?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): A relação pessoal para nós é essencial, neste momento estamos a fazer uma introdução do mindfulness na educação e faço parte de um grupo que está a estudar isto com o grupo online do MIT (Massachusetts Institute of Thecnology) . Acredito nesta relação humana muito cuidada, em que há uma grande preocupação na forma em que nós estamos com o outro, quando investimos tempo neste olhar, neste abraçar, nesta escuta ativa, na comunicação não violenta. São coisas que estão começando a surgir como coisas novas, mas que já estão totalmente integradas no sistema High Scope, faz parte diária das nossas ações e claro faz parte de uma formação diária da equipe.

Grupo Keeper: De que forma é feita a intervenção do professor nesses processos de aprendizado do aluno?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues):
A intervenção do professor é grande. A criança está claramente no Centro, mas com uma interação do professor. O professor precisa ter um olhar muito cuidadoso, observar muito, refletir muito para saber como intervir, para quem olha, parece não ser uma intervenção porque não é intrusiva, não é algo que vai contra o processo da criança e fazemos muitas reuniões de equipe para percebermos como auxiliar a criança. Quando surge um caso de uma criança, refletimos como vamos chegar melhor a essa criança,  isso é feito de uma forma doce e suave, mas com um grande trabalho de intervenção do professor. É um modelo que não tem nada de anarquia, a criança tem escolhas dentro de sua área de escolhas e o adulto tem outras escolhas. “A criança tem escolhas do tamanho da criança e o adulto tem escolhas do tamanho do adulto”. Portanto há uma grande noção de disciplina e rigor. Nós não damos castigos, o que ocorre são consequências diretas para um determinado comportamento, onde se entra numa área de respeito. Então quando o professor intervém com uma intervenção suave, há uma quantidade exata de reflexão para aquele momento.

 

 

 

Grupo Keeper: Há alguma dificuldade na aceitação de novos métodos quando a criança vem de outra escola com um método diferente da aprendizagem ativa? Como ocorre a inclusão de crianças com necessidades especiais?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Para as crianças elas aceitam a mudança de forma mais tranquila que os adultos. Não tiramos a necessidade dos pais de ter um comprovativo de conhecimento, porque eles pensam, “ok meu filho é mais feliz agora, mas como será seu futuro?”; portanto trabalhamos para que o conhecimento das crianças seja elevado, mas que tenham também um embasamento para serem adultos diferentes. Nós temos alunos nossos formados por grandes universidades e percebemos como são adultos diferentes, na forma que veem a vida, são pessoas mais positivas. No caso de crianças especiais o adulto é fundamental, porque cabe a ele explicar o porquê que determinadas crianças precisam fazer as coisas de forma diferente, de que forma podemos ajudar e mostrar que todos somos diferentes e quando começamos a falar da parte das emoções eles começam a perceber como realmente somos muito diferentes, porque o que mais se nota nessas idades é o nível diferente de emoções que eles têm perante as diversas situações e então começa a se respeitar muito mais o que é cada um deles.

 

Grupo Keeper: De que forma a autonomia dos alunos é incentivada?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues):
O processo de ensino é muito partilhado temos a oportunidade de ter essa troca e valorizamos as ideias dos nossos alunos. Nosso método de ensino é focado justamente nisso, em incentivar a autonomia das crianças.

Alguns dias atrás um grupo de alunos veio pedir para dormir na escola e nos argumentos para que se permitisse que dormissem na escola diziam que tinham imensa saudade da escola e já tinham organizado tudo, o jantar, a limpeza para a chegada das outras crianças e não tínhamos como responder negativamente, nós aceitamos as propostas porque toda a problemática já estava pensada e resolvida por eles. Mas, temos situações que apresentamos questionamentos para que eles verifiquem as possibilidades e impossibilidades a partir das regras, por exemplo, uma das regras é o espaço para que as crianças possam fazer atividades externas e eles queriam construir uma montanha russa no recreio e mostramos através de questionamentos o porquê não seria possível, pois iria influenciar no espaço das crianças pequenas.

 

 

Grupo Keeper: Vimos que possuem vários trabalhos com a comunidade. Como o trabalho com a comunidade é inserido no currículo?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Há alguns anos atrás criamos um lema para nossa escola, de que as escolas não podem mais ficar fechadas em suas paredes e precisam estar abertas a comunidade e viverem a comunidade. Portanto grande parte do ensino é feito nos arredores do bairro para que seja um ensino vivido na própria comunidade, ainda que com um currículo que nos peça para fazer a memorização dos conteúdos ainda assim é possível ser feito de outra forma.

Sempre pensamos em projetos que possam incluir a comunidade, foi muito fácil incluir um projeto sobre a água onde os próprios alunos tiveram uma intervenção na sociedade para ajudar as pessoas a pararem de gastar muita água.

Nossa reciclagem de conhecimento é constante onde temos a oportunidade de entrar em contato com vários países nas Conferências High Scope e fazer trocas de experiências sobre o que tem funcionado, são momentos muito ricos.

 

Grupo Keeper: Quais foram os principais desafios que tiveram quando decidiram por este modelo educacional?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Quando abrimos esta escola, a escola tinha 13 crianças e foi fruto de um sonho. Foi um processo muito duro, mas foi  um processo com essa ideia de sonho. E seguíamos o poema “Pelo sonho é que vamos”, nesta ideia de que chegamos ou não chegamos, mas desde que aja um sonho nós vamos continuar a prosseguir neste caminho e, portanto começamos com 13 crianças e com a implementação desde modelo High Scope ainda por nós pra mais tarde lançarmos o High Scope Portugal. E o que fomos notando é que isto era cada vez mais apaixonante porque com todas as limitações em um país como Portugal que não tem qualquer apoio às escolas que querem fazer diferente, nós temos que ser uma escola privada pra ainda ter qualquer possibilidade de fazer diferente, mas mesmo assim até os metros quadrados estão controlados numa escola privada, quando se fala em autonomia, autonomia está no papel, não está na prática discutida, nós não temos qualquer autonomia numa escola que não tem nenhum apoio do estado, nós somos totalmente dependentes de nós próprios. Nos Estados Unidos a implementação é feita em sua maioria em escolas públicas de ensino. Começamos a pensar que já era hora de começar a mostrar ao mundo o que estávamos a fazer e que era possível replicar. E até chegar aqui foi através do boca a boca, porque os pais sentiam que aqui os filhos tinham um nível de felicidade que eles não tinham encontrado em outro lugar.

 

Grupo Keeper: As escolas brasileiras têm muitos desafios a serem vencidos, principalmente no que consta na quantidade de alunos em sala de aula. Como a aprendizagem ativa poderia ser aplicada?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues):
Mesmo numa plateia é possível aplicar o método de aprendizagem ativa.  Muitas vezes podem vir os questionamentos como, “eu não posso porque tenho 30 alunos”, “eu não posso porque só tenho mesas e cadeiras”, e então perguntamos, “me diga o que não pode ser feito”, e neste momento ensino como é possível. Uma professora que esteve no Timor a iniciar um projeto visitou a escola e ela dizia, “Eu não posso, não tenho nada”. O que seria nada? Vá para a rua com as crianças e peguem pedras, paus, o que vocês encontrarem e comece a aprendizagem ativa. Nós não precisamos ter uma sala fantástica para iniciar a aprendizagem ativa.

 

 

Grupo Keeper: Poderia nos contar uma história de sucesso em aprendizagem na Escola Raiz?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): Há o caso de uma criança que vinha sendo convidada a sair de algumas escolas e estava com um nível de tensão muito grande, ao final de dois dias me chamaram para observar a criança que estava no campo de futebol com um comportamento agressivo. Então nos reunimos com a equipe e conversamos sobre formas de resolver a situação. Após alguns registros passaram se os dias e no processo de observação, a professora que estava trabalhando diretamente com essa criança veio dizer que já tinha um caminho. Os próprios colegas começaram o caminho, disse ela, falando que não seria necessária uma intervenção muito grande dos educadores e precisariam observar mais um pouco o que aconteceria. E então duas crianças tinham falado com o novo aluno e lhe dito que não era justo a forma com que ele estava a fazer as coisas porque nesta escola eles não resolviam o problema assim e que eles queriam muito que ele se integrasse no grupo, mas não sabiam como fazer. A professora relatou que foi um diálogo maravilhoso em que o próprio aluno disse, “Vocês não sabem o que eu passei”, e ele disse que estava uma situação muito ruim na escola anterior que as pessoas diziam várias coisas sobre ele, que ele era burro e outras coisas. As crianças questionavam, “Mas quem lhe disse que é isso?  Você não é isso, você é aquilo que quiser ser”. Então vimos que o trabalho estava feito, só bastava dar tempo para que ele se integrasse. Não vou dizer que de um dia para o outro ele deixou de ser agressivo. Foi difícil ver situações em que todos ficavam tristes, neste caso o que os professores fizeram foi explicar aos outros, o que este menino estava passando e o que ele tinha passado e foi se indicando algumas formas de trabalhar com essa criança que teriam mais resultado. Então houve reuniões com ele e reuniões sem ele que havia crianças que queriam falar com o grupo de professores e pedir ajuda e passado seis meses nós não sabíamos qual deles tinha acabado de chegar. E este processo é um processo que nos emociona muito porque essa criança só esteve dois anos na escola porque estava a completar o ciclo. É muito comum ocorrer de crianças chegarem aqui na escola e serem integradas pelos alunos que já estão aqui.

 

Grupo Keeper:  Como definiria a Escola Raiz?
Escola Raiz (Margarida Rodrigues): A Escola Raiz é uma escola que promove a Felicidade, até me impressiona a forma como as crianças estão felizes aqui e nós também, as vezes alguns deles vem com problemáticas sérias de casa e nós sabemos o peso que carregam mas conseguimos aqui  viver numa boa comunhão. Outra característica seria a expressão de emoções e a construção de conhecimento. Nós tivemos há pouco tempo um trabalho sobre o nível de stress dos nossos alunos e encontramos resultados impressionantes porque na verdade esperávamos um nível de stress mais elevado devido à correria em que chegam à escola e dizem que não tem muito tempo, mas na verdade não encontramos níveis muito elevados.

Depois ao partilhar com os pais eles perguntavam do porque de não haver esse nível elevado de stress aqui, mas a noção que temos é que no momento em que eles entram aqui o tempo para.  E, portanto, como o dia deles não é um dia com stress, mas eles têm uma rotina muito especial onde tem tempo pra tudo e espaço para essa comunicação com escuta, isso leva até mesmo aquelas crianças que tenham um nível de stress elevado a reduzir durante o dia e durante a semana. Toda essa parte das emoções é uma parte bem trabalhada em nossa escola. Esse trabalho é feito de uma forma completamente integrada. Por exemplo, as crianças fazem a resolução de conflitos ente eles e os professores fazem intervenção com técnicas, no decorrer do tempo isso vai se tornando natural com a criança, os mais velhos percebem que esta sendo usada uma técnica e querem aprender para desenvolver com amigos, irmãos, etc. Então pode se ver que nem tudo tem que virar uma disciplina e ser ensinado dessa forma, eles vivendo, eles próprios adquirem esse processo de aprendizagem de uma forma muito natural. 

 

 

 

Site oficial da Escola Raiz em Portugal:  https://escolaraiz.pt/

 

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